Fui pego colando no concurso público, e agora?

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Para passar em um concurso público os candidatos se dedicam durante meses de estudados, em alguns casos, a pessoa pode ficar anos se preparando para a realização da prova. E, claro, todo esse estudo é recompensado quando essas o candidato vê próxima a possibilidade de preencher a vaga de um cargo público.

Mas, existem aqueles que não seguem o mesmo caminho convencional para chegar ao seu objetivo. Enquanto a maioria dos concorrentes do certame está estudando e buscando ainda mais conhecimento mesmo com a correria de seu dia a dia, outros optem por colar no momento de fazer o teste.

Esse é um meio ilegal de conseguir alcançar o resultado esperado, além de ser algo extremamente injusto com as pessoas que se prepararam por tanto tempo. Pessoas essas que, muitas vezes, não só investiram tempo no aprendizado, como também dinheiro com livros, apostilas, cursos e outros meios.

O que acontece ao candidato que é pego colando?

Levar uma cola para consulta no dia da prova de concurso público nunca é algo positivo a se fazer. As pessoas que são como colas encontram são impossibilitadas de realizar o teste do certame e isso pode trazer consequências ainda mais graves para a sua vida. Optar pela ilegalidade não é uma boa opção.

A informação de como a organizadora da concorrência de vagas irá proceder diante dos casos pode variar de acordo com a instituição ou, até mesmo, a banca organizadora.

Porém, mesmo que a forma de agir se modifique de acordo com essas questões, algumas coisas não mudam e comprometem todo o planejamento das pessoas para o futuro profissional.

Ainda que julgue que não fez uma preparação decente para a realização do teste, que não tem boas chances de ser aprovado, não apele para a consulta de cola durante as provas. Afinal, mesmo que sinta que não está devidamente preparado ainda terá a chance de realizar de fazer parte do processo seletivo.

Quando alguém é pego colando na prova passa por constrangimento de ser flagrado pelo fiscal do processo, o que pode ser algo moralmente desagradável, visto que passará por isso na frente de uma série de outros candidatos.

Como ação imediata dos organizadores, a sua prova será retirada e você estará automaticamente eliminado desse processo. E quando existir informações relativas nos editais, ainda é possível que as pessoas que colaram possam responder criminalmente pelos seus atos durante o processo.

Recentemente, um texto desenvolvido pelo senador Wilder Morais, Goiás, e aprovado no Senado Federal, pune as pessoas que realizarem colas tradicionais ou as colas eletrônicas durante os processos de seleção, incluindo também os concursos públicos.

O assunto virou pauta em Brasília em decorrência dos fatos ocorridos na edição de 2016 do ENEM em que uma série de alunos foram pegos com colas tradicionais e colas eletrônicas. A punição para esse tipo de ação ilegal é a prisão.

O senador também argumentou sobre o fato da lei existente sobre colas punia todas as pessoas que deixavam ou faziam com que o sigilo dos testes que fossem vazados e fraudados. Mas, não era eficiente quanto às pessoas que se aproveitavam de tal acontecimento para se favorecer nesses episódios.

Existem algumas pessoas que se inscrevem nos processos seletivos públicos, sem interesse de passar nas provas, mas somente para difundir colas para as pessoas que têm real interesse em realizar um bom teste. Portanto, as pessoas que são pegas repassando ou recebendo informações são devidamente punidas.

A punição para esse tipo de infração pode ir de dois a seis anos reclusão, além do pagamento de multa.

Quando uma instituição abre um concurso público está esperando pelas melhores pessoas, as mais preparadas e capacitadas para exercer uma função, o que torna esse tipo de situação ainda mais sério, em borá muitas pessoas não compartilhem desse mesmo pensamento. Para a instituição e organização tem extrema importância.

Uma pessoa que cola um concurso público abre um precedente perigoso para o devido exercer de função. As suas atitudes não podem ser facilmente perdoadas, tampouco deixadas para trás como se nada fossem. Um candidato que cola durante o processo seletivo de um ente público pode fazer da sua função pública um meio de corrupção no futuro.

Portanto, dependendo da vaga que se está concorrendo existem punições diferenciadas para este concorrente.

Aquele é pego colando é enquadrado na situação de improbidade administrativa o que significa que infringiu princípios básicos de legalidade e honestidade do órgão público.

Além das penalidades já citadas aqui, essa pessoa também será impossibilitada de se inscrever à concorrência de qualquer outro cargo público durante três anos, pagará multa civil já citada e perderá os seus direito políticos durante 5 anos.

Como os organizadores de concursos públicos se previnem?

Os avanços tecnológicos caminham junto com quaisquer práticas, inclusive com as colas. Existem duas formas muito popular de fraudes nos processos públicos de seleção. A primeira diz respeito a uma pessoa que realiza a prova no lugar de outra e segunda às colas eletrônicas, os pontos nos ouvidos e outras formas de comunicação via dispositivos.

Para manter o certame seguro desse tipo de ocorrência, os organizadores também usam as evoluções para se proteger. Eles têm um meio de rastreamento de qualquer dispositivo eletrônico identificado que esteja sendo usado durante a realização da prova.

O recurso para identificação consegue encontrar de maneira eficaz e rápida qualquer aparelho que for pego transmitindo ou recebendo informações durante a realização do concurso público.

Esses aparelhos de percepção e rastreamento ficam com os fiscais da prova, que são preparados como agir de acordo com o funcionamento do aparelho.

Eles são colados em seus bolsos. Os fiscais caminham por toda extensão da sala onde a prova está sendo aplicada, fazendo uma espécie de varredura. Passa pelos mesmos lugares várias vezes e quando o aparelho identifica a cão de um transmissor ou receptor vibra e suas luzes começam a ficar mais intensas conforme o fiscal se aproxima dos dispositivos.

Os organizadores estão cada vez mais atentos aos diferentes tipos de cola. Colar nunca é uma opção muito inteligente para se sair bem nas provas. Os estudos sempre são a melhor alternativa.

Sobre Concurseiro Paulista

Sou ex-Oficial Aviador da Marinha e bacharel em Ciências Militares pela Escola Naval.Sou um dos responsáveis pelo site Concurseiro Paulista que já tem 16 anos de história. Venho nesse Blog passar toda a minha experiência, pois já consegui ser aprovado em 33 Concursos Públicos, entre eles Delegado Civil e Federal e tantos outros. A nossa missão e compromisso é ajudar você ser aprovado também.