Carteira assinada x concurso público

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Na hora de procurar um emprego, uma dúvida bastante comum entre os trabalhadores brasileiros é o setor de trabalho a se escolher.

Isso porque, hoje em dia, existem duas possibilidades para quem deseja estabelecer uma carreira no país: trabalhar de carteira assinada, no regime CLT, dentro do setor privado, ou trabalhar como um funcionário público, por meio do ingresso em determinado cargo pela realização de um concurso.

A dúvida é frequente porque a verdade é que cada setor vai oferecer as suas vantagens e também as suas desvantagens. No fim das contas, a escolha final vai ser influenciada pelas suas necessidades, pelos seus desejos e também por seus objetivos de carreira. Afinal de contas, neste quesito, a iniciativa privada e a iniciativa pública são bem diferentes entre si.

Dessa forma, é preciso analisar com cautela ambos os lados para conseguir escolher a opção que mais tenha a ver com você e que mais vai te satisfazer profissionalmente e também pessoalmente.

Afinal de contas, é no trabalho que se passa a maior parte da vida, e estar satisfeito e realizado com o que se faz é algo importante para conseguir conquistar a felicidade, além da motivação necessária para desempenhar seu papel com dedicação e vontade de ver um serviço bem feito.

Um exemplo dessas diferenças que devem ser analisadas é o seguinte: se, por um lado, na iniciativa pública, você vai conseguir obter a garantia de estabilidade empregatícia, no setor privado você tem uma flexibilidade maior para mudar de empresa e de ramo de atuação, caso não se satisfaça em uma primeira tentativa. Entre muitas outras diferenças que podem ser vistas como vantagens ou como desvantagens, dependendo do seu ponto de vista.

E é exatamente pensando em tudo isso que nós realizamos um apanhado completo que vai analisar tanto o setor de mercado da iniciativa privada, quando o setor público de mercado, de forma a analisar vantagens e desvantagens de cada um, bem como o número de trabalhadores que atualmente atua em cada setor.

Tudo para que você consiga selecionar a melhor opção para você e que mais tenha a ver com os seus objetivos de carreira, seja ela com carteira assinada no setor privado, seja ela como um concursado dentro do setor público. Afinal de contas, a verdade é que a melhor opção é algo que vai ser bastante relativo, pois o que é melhor para um profissional, não obrigatoriamente vai acabar sendo para outro.

Entenda como funciona o setor privado

A primeira coisa para se entender quais as vantagens de se trabalhar com o setor privado da economia é entender de fato o que é o setor privado, bem como o modo de funcionamento de se conseguir ou não um emprego dentro dele, que é completamente diferente do modo que se consegue uma vaga de emprego dentro do setor público da economia.

De maneira bastante resumida, é chamada de iniciativa privada toda aquela atividade ou organização que é formada e que trabalha sem interferência alguma do setor público, ou seja, do Governo. Ou seja, a iniciativa privada é aquela que abrange qualquer prática que seja realizada por pessoas que não sejam ligadas ou patrocinadas pelo governo do país. É essa iniciativa que é considerada o grande pilar do capitalismo.

E é também dentro dela que grande parte da população vai buscar por oportunidades de emprego para constituir carreira. Afinal de contas, é dentro da iniciativa privada que estão grandes corporações para as quais muita gente sonha em trabalhar, principalmente grandes multinacionais.

Para efeito de curiosidade, algumas corporações que fazem parte do setor privado da economia são Coca-Cola, Apple, Google, Citibank, Itaú, HP, Microsoft e muitas outras. Empresas que comumente são alvos de profissionais que desejam trilhar durante a sua vida uma carreira bem-sucedida.

Dessa forma, agora que você entende como funciona e o que é o setor privado, é possível que você entenda com mais clareza como funciona o emprego dentro dessas grandes – ou não – corporações. Afinal de contas, nem só de grandes empresas vive a economia, não é mesmo?

Como se conseguir um emprego na iniciativa privada

Um dos grandes atrativos do setor privado é o fato de ele ter oportunidades para todas as formações e todas as áreas de atuações, nas mais diversas especializações e nos mais diversos setores, o que acaba fazendo com que ele seja procurado por muitas pessoas especialmente por isso.

Mais ainda, o modo de se conseguir um emprego dentro da iniciativa privada é o mais conhecido e tradicional; é aquele que todo mundo conhece quando entra na faculdade e procura um estágio ou quando sai dela e precisa de um emprego um quanto antes.

Afinal de contas, de maneira bem resumida, para se conseguir um emprego dentro da iniciativa privada, o processo básico consiste em entrar em sites de emprego que reúnem vagas abertas para as mais diversas ocupações e hierarquias nas mais variadas empresas, selecionar aquelas que mais interessarem e também aquelas às quais o seu currículo atende aos pré-requisitos, e enviar o seu currículo para elas.

Feito isso, o que se faz é esperar para ver se alguma empresa vai ficar interessada em seu currículo e aguardar uma ligação da mesma. Caso a ligação venha, você agenda uma entrevista com o recrutador selecionado pela empresa para que este analise pessoalmente se você é ou não uma pessoa adequada e capacitada para assumir o cargo desejado.

Essa fase de entrevistas pessoalmente pode ser realizada em uma ou mais etapas, com dinâmicas de grupo, análise de habilidades e uma entrevista propriamente dita. O processo de seleção após a escolha de currículo vai variar de empresa para empresa, podendo ser mais simples ou mais complexo dependendo do tamanho da empresa e da importância da vaga.

Após todo esse processo, caso você seja aprovado em todos eles e se sobressaia em relação a outros candidatos, você é contratado para a vaga que você desejou. Caso contrário, é dispensado e pode começar a mandar mais currículos, pois aquela vaga não vai ser sua. Um processo que pode ser bastante longo dependendo da sua área de atuação e da vaga que você deseja ocupar.

Dentro da iniciativa privada, há ainda outra forma – bastante comum – de se conseguir um emprego. Isso porque é possível ser indicado para uma vaga de emprego, o que torna todo o processo muito mais curto e simples, já que a indicação, em muitos casos, é praticamente uma garantia de que você vai conseguir a vaga.

Por isso mesmo que, quando falamos de trabalho dentro da iniciativa privada, é preciso falar de contatos e de networking. Isso porque ter bons contatos dentro do setor privado é essencial para conseguir ter uma carreira de sucesso. Afinal de contas, para muitos lugares, uma indicação vale mais do que um currículo de fazer inveja.

Dessa forma, o fato de você ter boas influências pode ser decisivo não só na hora de conseguir uma vaga dentro do setor privado, mas também na hora de crescer profissionalmente dentro do mesmo.

Isso acontece porque, no setor privado, influência é algo que conta muito sim, e é importante que você saiba disso caso deseje entrar em uma carreira dentro do setor. Isso porque, para conquistar cargos mais altos, não basta apenas ser o melhor, mas também é preciso ser bem relacionado.

Afinal de contas, de maneira bastante simplificada, toda empresa do setor privado tem um dono que é uma pessoa comum, como você, que tem muito dinheiro. E este dono tem pessoas de confiança que coloca nos cargos altos de suas empresas. Dessa forma, só cresce dentro de uma empresa quem tem talento, mas que também é bem relacionado.

Afinal de contas, se você tem uma empresa ou se você é chefe de uma grande corporação, você quer que as pessoas que trabalhem com você sejam boas de relação e tenham influência de forma que sejam relevantes para o negócio.

Por isso mesmo que é importante estabelecer contatos e relações que sejam vantajosas desde o início de sua carreira, tudo para que, na hora de uma promoção, você tenha vantagens não só pelo seu talento.

Em um primeiro momento, todo esse sistema pode parecer bastante injusto, já que muitas vezes acaba levando ao topo pessoas que não são assim tão capazes, mas que são bem relacionadas, muitas vezes por sua família de nascimento. Mas a verdade é que, se você quiser crescer, você precisa entender isso e também entrar no jogo.

Afinal de contas, faz parte do mercado de trabalho e é algo com o qual você precisa se adaptar para conseguir ser bem-sucedido. Um exemplo muito claro de como influência é algo importante no setor privado é aquele que mostra profissionais recém-formados, no início de suas carreiras, em grandes cargos de gerência apenas porque são parentes de quem é dono ou de quem tem altos cargos dentro de uma determinada corporação.

Isso é algo que acontece e para o qual você precisa estar preparado. Caso contrário, vai acabar precisando se contentar com uma carreira medíocre, mesmo sendo uma pessoa de grande talento. No setor privado, influência e contatos importam sim, e é importante que desde o começo você comece a criar os seus.

Estatísticas dentro do setor privado

Para quem se interessa em entrar no setor privado ou que deseja analisar em detalhes o mesmo em comparação com o setor público, vale a pena saber as estatísticas envolvidas dentro do setor.

E é exatamente pensando nisso que reunimos aqui uma série de dados em torno de trabalhadores do setor privado, que abrange a parcela de trabalhadores que trabalham com carteira assinada, que ainda é o regime de contratação de trabalho mais conhecido por parte dos brasileiros.

Segundo estatísticas que foram divulgadas pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de trabalhadores que exercem sua função com carteira assinada no Brasil cresceu 59,6% nos últimos 12 anos, tendo como base as estatísticas de 2015.

De acordo com os dados divulgados, o valor percentual médio de trabalhadores sob o regime de carteira assinada dentro do setor privado da economia em relação ao número de pessoas que hoje estão ocupadas – e não desempregadas – teve um crescimento bastante expressivo.

Colocando isso em números, se em 2013 o índice de trabalhadores com carteira assinada era de 50,3%, número que equivale a 11,6 milhões de brasileiros, em 2014 esse mesmo índice teve um crescimento para 50,8% de trabalhadores, valor equivalente a 11,7 milhões de brasileiros.

Para efeito de comparação, em 2003, o número de trabalhadores que atuavam com carteira assinada no país era de apenas 39,7%. Dessa forma, podemos perceber que, dentro de um período de 12 anos, esse índice teve um crescimento bastante expressivo de 59,6%. Colocando isso em número de pessoas, o número de brasileiros a mais que passaram a trabalhar com carteira assinada de 2003 para 2014 foi de 4,4 milhões de pessoas.

Já trazendo essa situação para dados mais atualizados, em 2016, o número de pessoas que trabalhavam com carteira assinada em fevereiro do mesmo ano era de 11,4 milhões de brasileiros. Como se pode perceber, o número teve uma ligeira queda, que acabou sendo uma consequência da crise que até agora perdura no país e que tem feito com que o número de desempregados só suba a cada dia.

Para efeito de comparação, em fevereiro de 2015, o número de empregados com carteira assinada dentro do setor privado era de 11,9 milhões de pessoas, número este que caiu para 11,5 milhões de pessoas em janeiro de 2016 e que caiu novamente para 11,4 milhões de trabalhadores em fevereiro de 2016.

Aqui, é importante ressaltar que todos os dados são resultado da PME, Pesquisa Mensal de Emprego, que é realizada pelo IGBE e que coleta os dados das regiões metropolitanas do Brasil, que incluem Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Outra estatística estabelecida pelo IBGE ainda trabalhando dentro do setor privado diz respeito aos rendimentos médios dos trabalhadores do país dentro do setor, valor que varia de ano para ano, estimativas essas que foram reunidas aqui para que você tenha uma ideia de quanto é a média de rendimentos do brasileiro que trabalha dentro do setor privado.

No que diz respeito ao rendimento médio nominal, ao contrário do que aconteceu com o número de trabalhadores empregados com carteira assinada dentro do setor privado, os números tiveram um certo aumento, mesmo com a atual crise econômica que toma conta do país desde o ano passado.

Dentro do setor privado, pode-se analisar que o rendimento médio nominal do trabalhador com carteira assinada em fevereiro de 2015 foi de R$ 1,9 mil. Valor este que, em janeiro de 2016, teve um aumento discreto para R$ 2.045,60. Já de janeiro para fevereiro de 2016 o aumento foi menos expressivo ainda, já que no referido mês o rendimento médio nominal do trabalhador com carteira assinada dentro do setor privado foi de R$ 2.055,40.

Porém, como todo mundo que trabalha sabe, o rendimento real de cada trabalhador costuma ser diferente do nominal, já que neste processo há uma série de fatores que vão modificar o valor real a ser recebido. Dessa forma, ao contrário do que aconteceu com o rendimento médio nominal, o rendimento médio real dos trabalhadores com carteira assinada teve um declínio de 2015 para 2016.

Em partes, isso se deu por conta da crise econômica que tomou conta do país e que acabou fazendo com que o número de demissões fosse bastante grande, de forma que os contratantes procurassem pessoas para ocupar as mesmas funções, porém com salários menores.

Dentro do setor privado, em fevereiro de 2015, trabalhadores com carteira assinada tiveram um rendimento real de R$ 2.196,52. Valor este que teve um decréscimo em janeiro de 2016, quando foi registrado o valor médio de rendimento real de R$ 2.063,48. A queda não parou por aí, e em fevereiro de 2016 o rendimento médio real do trabalhador com carteira assinada do setor privado caiu para R$ 2.055,40.

Vale ressaltar que, assim como a pesquisa de PME, a pesquisa sobre os rendimentos dos trabalhadores do setor privado é realizada nas regiões metropolitanas do Brasil, o que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belo Horizonte.

Os dados estimados pelo IBGE param na seguinte data. Porém, considerando que atualmente estamos em janeiro de 2017, caso o ritmo de queda tenha seguido o padrão registrado no mesmo período do ano passado – o que deve ter acontecido, considerando que a crise não mostra sinal de melhora – a média de rendimentos reais do trabalhador com carteira assinada no país deve estar ainda mais baixa do que o mostrado aqui.

Fator este que deve ser levado em consideração na hora de se tentar um emprego na iniciativa privada. Outro indicativo que vale a pena mostrar é o de desempregados no país, que só cresce a cada dia e contempla os trabalhadores da iniciativa privada.

Afinal de contas, é de conhecimento geral que os funcionários públicos do país são contemplados pela estabilidade empregatícia, que é um dos maiores motivos pelos quais as pessoas buscam a iniciativa pública para criar uma carreira.

Segundo estatísticas divulgadas pelo IBGE, no último trimestre de 2016, o índice de desemprego dentro do Brasil aumentou em todas as regiões, quando comparado com o mesmo índice registrado no mesmo período de 2015.

No total, o número de trabalhadores desocupados no país chega a impressionantes 12 milhões de pessoas. Caso se leve em consideração aqui que o IBGE classifica como subutilização da força de trabalho, o total de desempregados no Brasil chega a ainda mais impressionantes 23 milhões de pessoas.

Analisando as regiões do Brasil em separado, aquela que teve o maior aumento no índice de desempregos foi a região Nordeste, cujo número passou de 10,8% para 14,1%, com um crescimento bastante expressivo. Já na região Sudeste, a taxa de desempregados também teve um crescimento expressivo e passou de 9% para 12,3%.

A região Norte também teve um aumento no número de desempregados, com uma taxa que passou de 8,8% para 11,4%, bem como a região Centro-Oeste, que de 2015 para 2016 viu o seu número de desempregados subir de 7,5% para 10%. Em todas as regiões do país, a que teve um menor aumento no índice de desemprego foi a região Sul do país, que tinha 6% em 2015 e apresentou 7,9% em 2016.

Dentro de cada região, os estados do país que apresentam um maior número de desempregados são Bahia, com 15,9% de desemprego, Pernambuco, com 15,3% de desemprego e também o Amapá, com 14,9% de desemprego.

Por outro lado, aqueles que apresentam números mais baixos de desempregados são os estados de Santa Catarina, com 6,4% de desemprego, Mato Grosso do Sul, com 7,7% de desemprego, e também o Rio Grande do Sul, com 8,2% de desemprego.

Já São Paulo, um dos estados mais importantes no que diz respeito à movimentação econômica do país, tem um índice de desemprego de 12,8%. Porém, como o estado é um dos mais populosos do país, esse índice representa uma concentração de 3,111 milhões de desempregados, número este que corresponde a um quarto do número de desempregados de todo o país.

Colocando em porcentagem, apenas o estado de São Paulo é responsável por concentrar 25% de todos os trabalhadores que estão desempregados em todo o território brasileiro. Um número que é realmente impressionante.

Entenda o setor público

Agora que você já entendeu como funciona o setor privado, para que consiga fazer uma melhor analise daquilo que você deseja escolher para a sua atuação profissional, o setor público ou o setor privado, é preciso também que você entenda como funciona o setor público, que é o outro lado da moeda.

De maneira bastante resumida, a iniciativa pública é o completo oposto da iniciativa privada. Ou seja, ela vai ser o setor da economia no qual o estado, ou seja, o governo, vai ter participação protagonista dentro de determinada organização. O contrário do que acontece no setor privado, no qual são as empresas que movem a economia.

De forma bem simplificada, o setor público vai ter atuação em três frentes diferentes: a empresarial, a organização política e também como entidade benfeitora, além de, é claro, ser responsável pelo papel natural que cabe ao estado. Enquanto falamos de trabalho, é a atuação empresarial que vai ser nosso foco de interesse.

Isso porque é nela que vão estar grandes – ou não – corporações que abrem vagas para trabalhadores de diversas formações para atuações variadas, de forma a alcançar e contemplar o maior número possível de brasileiros.

Como a iniciativa pública tem algumas empresas bastante importantes para o mercado, ela também conta com uma série de trabalhadores interessados na mesma.

Apenas para efeito de comparação, é dentro da iniciativa pública que estão empresas como a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e também os Correios, entre diversas outras.

Mais ainda, é na iniciativa pública que estão cargos de atuação em setores específicos ligados diretamente à política do país, como vagas no Supremo Tribunal Federal ou no Tribunal Superior Eleitoral. Para completar, é dentro do setor público que se consegue trabalhar na Polícia Federal, nos Bombeiros, na Polícia Militar e muitos outros setores.

Como se conseguir um emprego na iniciativa pública

O processo de obtenção de emprego dentro da iniciativa pública é bastante diferente daquele utilizado para a obtenção de vagas dentro do setor privado. Isso porque, diferente do que acontece em empresas tradicionais, nas empresas e organizações do setor público, não basta ter um currículo invejável ou boas influências para conseguir a vaga.

Isso se dá porque, dentro do setor público de trabalho, o ingresso nas vagas disponíveis se dá por meio de concursos públicos, que nada mais são do que provas classificatórias que selecionam os melhores participantes para as vagas para as quais eles se inscreveram.

Cada concurso vai ter um edital próprio, de forma que as condições das provas vão variar de empresa para empresa e também de vaga para vaga. Dessa forma, antes de prestar um concurso público, é importante que você leia o edital e seus pré-requisitos para verificar se você se encaixa em todos eles.

Afinal de contas, é preciso desembolsar uma quantia para prestar um concurso e você não quer acabar perdendo dinheiro em um concurso cuja vaga você não vai poder ocupar.

No edital de cada concurso é que você também vai encontrar o conteúdo programático da prova que você vai realizar. Isso porque para cada vaga é realizada uma prova diferente, com um conteúdo diferente, que costuma abordar questões de conhecimentos básicos, como português e matemática, e também questões de conhecimentos específicos que sejam relativos à área da vaga que você deseja ingressar.

De certa forma, os concursos representam uma forma mais justa de se conseguir um emprego, já que ser aprovado é algo que depende única e exclusivamente de seu mérito, de seus estudos e de seus esforços. Isso porque não é conhecer alguém importante que vai colocar você lá dentro, mas sim a sua aprovação na prova.

Por outro lado, entrar em um bom concurso, aqueles que são mais conhecidos e com salários altíssimos não é uma tarefa tão fácil assim de ser realizada. Isso porque, nesses casos, o número de candidatos pelo número de vagas oferecidas chega a ser surreal, de forma que a concorrência é muito grande e o ingresso em algumas vagas muito difícil.

Mais ainda, considerando a crise atual que o país enfrenta e o número cada vez maior de pessoas que procuram a iniciativa pública seja por conta da estabilidade seja por não conseguir uma oportunidade no setor privado, até mesmo aquelas vagas com salários menores acabam sendo extremamente disputadas, o que torna o ingresso no setor público ainda mais difícil.

E é exatamente por isso que não é tarefa fácil entrar em uma vaga na iniciativa pública, principalmente aquelas de salários mais altos. Por isso mesmo que para isso é necessário muito estudo e dedicação, em vários casos integral.

Prova disso é o fato de inúmeros concurseiros largarem tudo durante o ano para se dedicarem única e exclusivamente aos estudos para uma vaga disputada, muitas vezes participando de cursos preparatórios especificamente voltados para concursos públicos.

Esforço esse que acaba sendo recompensado depois com a aprovação e empregos com bons salários e diversos benefícios, que também vão variar de empresa para empresa.

Estatísticas do setor público

Da mesma forma que acontece com o setor privado, é importante que, antes de optar pelo setor público, você conheça a situação atual do país em relação a ela. Afinal de contas, é apenas por meio de uma análise completa de dados relativos ao assunto que você vai conseguir realizar a escolha que mais tenha a ver contigo e também com os seus objetivos dentro de sua carreira.

Em relação ao número de empregados que atuam no setor público da economia do país, este não é baixo e cresce consideravelmente nos últimos anos.

A prova disso é o resultado de uma pesquisa realizada pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que mostrou que no ano de 2014 o país contava com 6,5 milhões de pessoas trabalhando como servidores públicos municipais.

Para efeito de comparação, este número é impressionantemente 66,7% maior do que o número de funcionários públicos que o país possuía em 2001, quando o número de pessoas empregadas na iniciativa pública em todo o país era de 3,9 milhões.

Prova disso é o fato de cada vez mais vagas serem abertas dentro do setor público do país, o que acaba fazendo com que haja oportunidades para uma maior parcela da população, algo que é importante e extremamente procurado principalmente agora, em períodos de crise.

Para se ter uma ideia da quantidade de pessoas que trabalham hoje no setor público da economia, a proporção registrada de trabalhadores do setor público do mercado é o equivalente a 3,2% de toda a população brasileira.

Para efeito de comparação, o número de pessoas que trabalham na iniciativa privada é ainda muito superior ao número de trabalhadores do serviço público, o que não significa que este não tenha uma parcela significativa de trabalhadores dentro de suas empresas e organizações.

Levando este número para dentro das cidades, há algumas que se destacam em relação ao número de trabalhadores do setor municipal em relação ao seu número de habitantes. São elas a Serra da Saudade – em Minas Gerais -, com 25,8% de servidores públicos em relação à população da cidade, Grupiara – também em Minas Gerais -, com 22,9% de servidores públicos em atividade, Guamaré – no Rio Grande do Norte -, com 22,2% de funcionários públicos em relação ao número de habitantes de cidade.

Ainda vale a pena destacar as cidades de Cachoeira Dourada – também em Minas Gerais -, com 20,7% de trabalhadores no setor público, e também a cidade de Araguainha, no Mato Grosso, que conta com uma porcentagem de 20,3% de trabalhadores dentro da iniciativa pública.

Embora dentro do setor público haja uma série de trabalhadores que são contratados sob o regime CLT, que é por carteira assinada comum, a maioria dos trabalhadores que ingressam no setor público do país ainda são contratados sobre o regime estatutário, que é um regime especial e diferenciado para contratações dentro de empresas e organizações do setor público.

Colocando isso sob a forma de números, em 2014 os trabalhadores do setor público que foram contratados sob o regime estatutário era o equivalente a 61,1% do total de colaboradores do setor público, que inclui não só aqueles que foram contratados sob o regime celetista – aquele da CLT, com carteira assinada -, mas também aqueles que são comissionados, estagiários e também aquelas pessoas que não contam com vínculo empregatício, de forma que o número é ainda mais expressivo.

Se, por um lado, o número de pessoas que trabalham na iniciativa pública só cresce, por outro o número de trabalhadores no regime estatutário caiu. Isso porque, se em 2014 essa parcela dentro do setor público representava 61,1% do total contratado, em 1999 a porcentagem era maior, já que, naquela época, o número de pessoas contratadas sob o regime estatutário era de 65,4% em relação às demais ocupações.

Mais ainda, junto com essa queda no nível de contratação de funcionários por meio de regime estatutário foi registrado também um aumento no número de pessoas que trabalham para o setor público sem ter qualquer vínculo empregatício. Se em 1999 este índice era de 13,4%, em 2014 ele passou a ser de 18,7%, sofrendo um aumento bastante expressivo.

Em relação a salários, já é de conhecimento geral que eles costumam ser um pouco acima da média que é praticada dentro do setor privado. E é exatamente pensando em mostrar isso sob a forma de números é que trouxemos aqui os dados registrados pelo IBGE sobre os rendimentos médios nominais dos trabalhadores dentro do setor público.

Aqui é importante ressaltar que os números aqui apresentados são uma média de salários de todos os cargos da iniciativa pública. É óbvio que é possível conseguir cargos com salários muito mais altos, que são inclusive aqueles que são mais procurados pela população, com rendimentos que podem ultrapassar os R$ 20 mil, a depender da sua qualificação profissional.

Em fevereiro de 2015, a média para o salário nominal do funcionário público que foi registrada era de R$ 3.392,70, número este que é consideravelmente superior à média com carteira assinada do setor privado e que subiu no ano seguinte. Prova disso é o fato de, em janeiro de 2016, o valor médio para o salário nominal do funcionário público foi de R$ 3.641,10.

De janeiro para fevereiro de 2016, houve novamente um aumento na média, porém, dessa vez menos expressivo do que o registrado de um ano para o outro. Isso porque em fevereiro de 2016 a média de salário nominal do funcionário público que foi registrada pelo IBGE foi de R$ 3.658,50, valor este que é ainda consideravelmente maior do que aquele foi registrado no mesmo período para trabalhadores com carteira assinada na iniciativa pública.

Mas, como todo mundo sabe, o salário que se recebe realmente é diferente do que aquele que é colocado no papel. Afinal de contas, até chegar na conta bancária de cada trabalhador há uma série de processos – e muitas vezes benefícios – que acabam fazendo com que a média real de salário recebido pelo funcionário público seja diferente da média nominal.

Tendo isso em mente, a média real de salário dentro do funcionalismo público em fevereiro de 2015 foi de R$ 3.763,00, valor este que sofreu uma leve queda em 2016, sendo que um dos motivos para isso pode ter sido a crise que toma conta do país desde o ano passado.

Por isso mesmo, em janeiro de 2016, a média que foi registrada para o trabalhador público de seu salário real recebido foi de R$ 3.672,93, valor que sofreu uma queda também em relação a fevereiro do mesmo ano. Prova disso é o fato de a média de salário que foi registrada em fevereiro de 2016 foi de R$ 3.658,50, valor que, mesmo com queda, é mais de R$ 1 mil acima da média de salário real registrada para servidores do setor privado.

E é exatamente essa estatística que representa um dos principais motivos pelos quais as pessoas acabam procurando a iniciativa pública na hora de iniciar uma carreira. Afinal de contas, só quem já precisou procurar um emprego uma vez sabe a dificuldade que é encontrar cargos com bons salários ou mesmo salários justos.

Dificuldade esta que se mostra ainda mais acentuada em períodos de crise, como o que estamos vivendo agora e que só acaba influenciando ainda mais a escolha pelo setor público. Mas, como nem tudo são flores no setor público, mais à frente separamos aqui algumas informações que vão colocar em comparação tanto o setor público quanto o setor privado.

Trabalho no setor público x trabalho no setor privado

Como não poderia deixar de ser, o setor público e o setor privado contam com algumas diferenças no que diz respeito ao esquema de trabalho. Da mesma forma, cada setor tem as suas vantagens e as suas desvantagens, que vão ajudar você a conseguir escolher qual a melhor opção para a sua carreira, bem como qual a opção que tem mais a ver com sua personalidade e com seus objetivos para a sua vida profissional.

A primeira diferença começa na carga horária de trabalho, que, por via de regra, no setor público, é um pouco mais baixa do que no setor privado. Isso porque, dentro do setor público, o horário de trabalho semanal dos colaboradores é de 35 horas por semana, o equivalente a sete horas de trabalho por dia.

Por sua vez, para o setor privado está estabelecido no Código de Trabalho que os colaboradores dentro de empresas da iniciativa privada tenham uma carga horária de trabalho de 40 horas por semana, que é o equivalente a oito horas de trabalho por dia.

Porém, muito embora esteja estabelecido assim no regimento trabalhista de colaboradores de cada setor, a verdade é que nem sempre os trabalhadores do setor público vão trabalhar 35 horas por semana, da mesma forma que nem sempre no setor privado os trabalhadores vão ter uma carga horária de trabalho de 40 horas por semana.

Isso acontece porque em cada instituição e com cada trabalhador muitas vezes há uma série de acordos coletivos em relação ao horário de trabalho. Nestes casos específicos, o que vai valer no contrato de trabalho do profissional vai ser os acordos coletivos, e não a regra que é estipulada pela lei geral de trabalho.

Em relação às férias, há também algumas diferenças sutis, mas que, dependendo da pessoa, pode fazer bastante diferença. Isso porque, mesmo que tanto o Código de Trabalho – que rege o setor privado – quanto a Lei Geral em Funções Públicas esteja estabelecido que os funcionários de ambos os setores tenham 22 dias úteis, no fim das contas os trabalhadores do setor público acabam tendo direito a um pouco mais de férias.

Isso se dá por conta de um bônus que os funcionários do setor têm, que diz que a cada dez anos de trabalho há o acréscimo de um dia de férias. Mais ainda, os funcionários públicos também possuem outra vantagem no que diz respeito a férias, já que estas podem aumentar de acordo com o desempenho do funcionário.

Já no setor privado, a única possibilidade de se ter mais férias é por conta de períodos de férias coletivas que sejam estabelecidos pela empresa, algo que também é frequente de acontecer no setor público. Prova disso é o fato de grandes empresas do setor público pararem antes do Natal e retornaram apenas após o Ano Novo, realizando a emenda dos dois feriados, algo que raramente acontece no setor privado.

Além de tudo isso, uma das maiores dúvidas de quem não sabe se escolhe o setor público ou o setor privado para se trabalhar é em relação à remuneração de cada um dos setores. Afinal de contas, um dos detalhes bastante importantes para a decisão do setor no qual se vai trabalhar é o salário. Isso porque é sim importante ter um rendimento maior e isso pode ser o diferencial para muitas pessoas.

Levando isso em consideração, pode-se depreender de estudos realizados pela consultora Mercer em 2013 – um dos estudos mais recentes sobre o assunto – que os salários que são praticados pelo setor público são sim diferentes daqueles que são praticados para as mesmas ocupações, porém dentro da inciativa privada.

Tendo isso em mente e colocando ambas as práticas lado a lado para efeito de comparação, é possível se perceber que, dentro do setor público, existe uma prática salarial que é mais alta do que ela existente dentro do setor privado. Também pode ser observado que, em muitos casos, funções de maior exigência e responsabilidade dentro do setor privado tendem a ter uma menor remuneração do que funções com menores exigências e responsabilidades dentro do setor privado.

Colocando ambos os setores lado a lado, é possível depreender que, para cargos de alto nível e também para cargos de direção, a tendência é que os salários sejam muito mais altos dentro do setor privado da indústria. Porém, quando se analisa os cargos mais baixos e de menor hierarquia, pode-se perceber que a remuneração vai ser mais alta dentro do setor público da economia.

Outro fator a ser levado em consideração dentro deste item é a valorização de tempo de empresa. Isso porque, dentro do setor público, o que é chamado de antiguidade do funcionário – ou seja, funcionário que estão há muito tempo dentro da casa – é algo mais valorizado dentro do setor público, algo que já não é encontrado dentro do setor privado.

Caso você seja uma pessoa que tenha o desejo de estabelecer uma carreira longeva dentro de uma organização, isso é um fator que você deve levar em consideração na hora de escolher em qual setor da indústria você vai trabalhar, se vai para o público ou se vai para o privado.

Vantagens e desvantagens: setor público x setor privado

Como não poderia deixar de ser, a carreira dentro de cada setor vai ter os seus pontos positivos e também os seus pontos negativos. O peso que vai ser dado a cada um vai depender de você, dos seus objetivos e das suas necessidades. Isso porque é preciso entender que não existe uma fórmula mágica que vai decidir por você qual opção vai ser a melhor.

Afinal de contas, não há uma resposta pronta que vai dizer para você se é melhor trabalhar no setor público ou se é melhor trabalhar no setor privado, já que essa escolha vai depender dos gostos pessoais e dos objetivos de carreira de cada um. Por exemplo, se o seu grande sonho é trabalhar na Polícia Militar, não tem jeito, você vai precisar recorrer à iniciativa pública. Já se o seu objetivo de carreira é ser CEO do Google, você vai precisar entrar na iniciativa privada para conseguir alcançar os seus objetivos.

O mesmo pensamento pode ser aplicado a diversos outros aspectos de cada um dos setores, de forma que a importância de cada ponto positivo e de cada ponto negativo dentro do setor público e também do setor privado vai depender única e exclusivamente de você e daquilo que você tem como objetivo para a sua carreira profissional.

Em relação ao serviço público, uma das maiores vantagens é, sem dúvida alguma, a questão da estabilidade empregatícia. Ou seja, dentro do serviço público você não vai poder ser demitido sem que haja um processo – no qual você vai ter o direito de defesa – que comprove que o motivo de sua demissão é por justa causa, algo que raramente acontece.

E é exatamente por conta dessa questão de estabilidade empregatícia é que cada vez mais os trabalhadores têm procurado o setor público para uma oportunidade de trabalho. Prova desse efeito são os números que mostram o crescimento do número de funcionários públicos nos últimos anos, que são bastante impressionantes.

Afinal de contas, uma das grandes desvantagens do setor privado é ter a consciência de que se pode ser demitido em qualquer momento sem motivo aparente ou apenas por um corte de gastos dentro da empresa, algo que tem sido bem comum durante a crise e tem feito com que a taxa de desemprego só suba cada dia mais.

Dessa forma, passar em um concurso e ter uma vaga garantida dentro do setor público da economia brasileira é ter uma garantia de tranquilidade mesmo em períodos de crise.

Afinal de contas, a verdade é que não importa o quão ruim esteja a crise, a verdade é que as contas sempre vão continuar chegando para serem pagar e é importante ter sempre um meio de manter a vida financeira em ordem para não acabar ficando enrolado.

Tranquilidade esta que apenas o serviço público oferece, já que todo mundo que trabalha dentro do setor privado tem a consciência de que, não importa o quão grande seja o seu talento, sempre há a possibilidade de ser demitido em uma manhã aparentemente comum de trabalho.

Além da questão de trabalho, outro ponto que trabalha com vantagens e desvantagens é a questão da remuneração, que pode ser muito controversa quando analisada a fundo em ambos os setores, tanto o público quanto o privado.

Isso porque, dentro do serviço público os salários são todos estabelecidos por lei. Dessa forma, há uma diferença sensível no salário inicial dos trabalhadores do setor público e do setor privado levando em consideração que ambos tenham o mesmo nível de escolaridade. Com isso é possível perceber que, no começo da sua carreira, se você começar no setor público, você vai ganhar mais do que estaria ganhando dentro do setor privado.

Por outro lado, outra coisa que é possível perceber em relação à remuneração dentro do setor público é que, depois que se entra no setor, o trabalhador não vai receber aumentos muito significativos com o passar do tempo em seu salário, de forma que o aumento recebido vai ser sempre aquele estabelecido para a progressão prevista na lei de carreira.

Mais ainda, qualquer outro reajuste que vá ser realizado no salário do funcionário público é algo que vai precisar ser definido por uma lei, o que acaba tornando o processo muito mais lento e complicado, além de não muito frequente.

Já dentro do setor privado, apesar dos funcionários começarem com um salário inicial menor do que aqueles que são praticados dentro da iniciativa pública, a verdade é que a possibilidade de progressão salarial acaba sendo muito maior do que no setor público, muito embora não sejam muitos que consigam alcançar patamares altos de salários no setor privado.

Dessa forma, o que acaba acontecendo é que, para cargos de começo de carreira os salários do setor público são muito mais atraentes do que os salários que são praticados pelo setor privado – quem já foi estagiário em alguma empresa do setor privado sabe muito bem como isso funciona e é sentido. Porém, para os cargos mais altos e posições de direção, os salários que são praticados dentro do setor privado acabam sendo mais atraentes e maiores do que os praticados pelo setor público na mesma hierarquia.

Mas é importante ter a consciência de que não é tarefa simples chegar a um cargo de direção dentro de uma empresa privada e que seus contatos e a sua influência vão ser algo que vão ter um papel importante dentro desse processo. Mais ainda, é também preciso sempre ser realista e entender que são muito poucos aqueles que realmente conseguem chegar a tal nível dentro do setor privado da indústria.

Ainda no quesito salário, também vale a pena mencionar que a questão dos salários funciona de forma diferente dentro do setor privado. Isso porque, diferente do que acontece no setor público no qual os salários são estabelecidos por lei, dentro do setor privado o valor a ser recebido de salário pelo funcionário é puramente estabelecido pelo empregador.

Além disso, durante o processo de admissão, pode haver uma negociação entre ambas as partes – empregado e empregador – de forma que o funcionário pode tentar conseguir uma remuneração mais alta do que aquela que foi oferecida de forma inicial pelo empregador.

No fim das contas, o salário a ser recebido pelo empregado vai depender de uma série de fatores. Entre eles o valor que o profissional tem no mercado e a sua trajetória dentro do mesmo, além da importância que este vai ter para os negócios da empresa.

Dessa forma, dentro de uma mesma empresa é perfeitamente normal haver dois profissionais de mesmo nível e mesma experiência, ocupando o mesmo cargo, porém um ganhando mais do que o outro, como fruto dessa negociação.

Afinal de contas, dentro da empresa privada lucro é a palavra que prevalece, de forma que aqueles que forem mais importantes para isso vão acabar ganhando mais do que pessoas que não são tão relevantes assim para o processo ou que são menos conhecidas no mercado apesar de ter talento equivalente ao companheiro que ganha um salário maior.

Outro ponto que pode ser encarado por muitos como uma vantagem ou uma desvantagem dentro dos setores público e privado é em relação à forma de ingresso nas vagas disponíveis no mercado. Isso porque o processo acontece de formas completamente distintas no setor público e no setor privado.

A grande vantagem em relação ao ingresso dentro de vagas do setor privado é que este acontece de forma mais rápida. Ou seja, caso você deseje conseguir um emprego, dentro do setor privado esse processo vai acontecer de maneira mais rápida. Isso acontece porque dentro do setor público o único meio de ingresso nas vagas disponíveis no mercado é por meio de concursos públicos.

Concursos estes que costumam ser bem concorridos, principalmente para cargos que oferecem salários mais altos e também. Mais ainda, o período de crise acabou fazendo com que a procura para cargos de concursos públicos, por conta da questão da estabilidade, aumentasse, de forma que a concorrência ficou ainda maior.

Tudo isso acaba fazendo com que o ingresso dentro do setor público peça por uma preparação dedicada e árdua para finalmente conseguir entrar em uma vaga desejada. Tempo este de preparação que pode ser visto como uma desvantagem para muitos trabalhadores. Isso porque, dependendo da pessoa, esse tempo de estudos pode se prolongar por meses e até mesmo anos até finalmente culminar na tão desejada aprovação em um concurso de interesse.

Dedicação essa que muitas vezes é exclusiva. Prova disso é o grande número de pessoas que largam o emprego para se dedicar especialmente para os estudos voltados para a entrada de concursos públicos, muitas vezes participando de cursos preparatórios que são especialmente voltados para o assunto.

Porém, apesar de em linhas gerais o modo de ingresso dentro do setor privado seja mais rápido e também mais fácil, a realidade é que tudo não é assim tão simples e queixas são muito frequentes por trabalhadores que procuram emprego há meses e não conseguem uma única oportunidade.

Isso porque, dentro da iniciativa privada existe sim uma grande dificuldade em conseguir ser admitido ou muitas vezes de ser chamado para uma entrevista, principalmente se você for um profissional sem experiência. Dessa forma, começar a carreira dentro da iniciativa privada é uma tarefa que não é nada simples e que pode requerer um esforço bastante grande.

Novamente, na iniciativa privada ter contatos é um ponto chave. Dessa forma, se você é uma pessoa bem relacionada, dificilmente vai encontrar problemas na hora de conseguir um emprego novo. Porém, caso este não seja o seu caso, pode sim ser um pouco difícil você conseguir encontrar uma oportunidade no setor privado.

Afinal de contas, se conseguir um emprego nunca foi tarefa muito simples, agora com a crise a empreitada está ainda mais complicada. Isso acontece porque grande parte das empresas está demitindo os seus funcionários, e não contratando pessoal novo. Afinal de contas, em época de crise, o corte de gastos – principalmente com funcionários – foi a maneira encontrada por muitas empresas de conseguir sobreviver a este período e não acabar fechando as portas.

Outro fator que deve ser levado em consideração é em relação à mobilidade e também à possibilidade de promoção. Isso porque isso é algo que também é bastante diferente dentro do setor público e também do setor privado, de forma que deve ser levado em consideração principalmente por pessoas que ainda tenham alguma insegurança em relação ao setor de atuação no qual deseja estabelecer uma carreira.

Afinal de contas, principalmente em períodos no início da carreira, é bastante comum que o profissional ainda se veja um pouco perdido, de forma a não ter uma certeza exata de qual setor da carreira escolhida deseja seguir. Dessa forma, ter a possibilidade de mobilidade é algo muito atraente e importante também, de forma que o profissional tenha a chance de encontrar um caminho no qual realmente tenha o desejo de seguir.

Levando tudo isso em consideração, é importante considerar a possibilidade mobilidade na hora de optar por trabalhar dentro do setor público ou do setor privado, de forma a entrar direto na opção que seja mais adequada e que tenha mais a ver com você. Caso contrário, você só vai acabar desperdiçando esforços por algo que não vai satisfazer você enquanto pessoa ou enquanto profissional.

Algo que pode ser visto como uma desvantagem do serviço público é a sua característica engessada. Isso porque na hora de prestar um concurso, cada candidato opta por uma vaga específica e é nela que vai atuar, tendo um plano de carreira que vai mostrar exatamente aonde este profissional vai chegar dentro de um determinado período de anos, algo que é sempre muito bem definido dentro do setor público.

Porém, apesar de parecer atraente a questão do plano de carreira de uma trajetória profissional segura e bem definida, é preciso também levar em consideração o outro lado da moeda. Isso porque uma vez que você presta um concurso para ingressar em um determinado cargo, é nele que você vai permanecer durante todo o restante de sua carreira.

Isso acontece porque mobilidade dentro do serviço público é algo que inexiste. Dessa forma, se por algum motivo você tiver o desejo de atuar em outro cargo que não seja o seu, mesmo que seja de posição e de área correlatos, você não vai ter a possibilidade de realizar a mudança dentro da própria empresa.

Dentro da iniciativa pública, caso você deseje trocar de cargo, você vai precisar se inscrever, prestar e ser aprovado em outro concurso. Mesmo que o cargo desejado seja dentro da mesma empresa na qual você já trabalha e até mesmo dentro de sua área de trabalho.

Com tudo isso, colocando de forma bastante resumida, dentro do serviço público a mobilidade profissional não só é engessada, como também é extremamente burocrática. Dessa forma, se você ainda não tem certeza do cargo com o qual deseja trabalhar, é importante pensar duas vezes antes de entrar na iniciativa pública, caso contrário todo o seu esforço para entrar em um concurso – que não é pouco e quem já prestou concursos concorridos pelo menos uma vez na vida sabe disso – vai acabar sendo desperdiçado e você vai precisar passar pelo mesmo processo outra vez.

Por outro lado, esse engessamento na mobilidade profissional não acontece no setor privado. Isso porque todo mundo que já leu a história de algum CEO provavelmente já percebeu que grande parte deles começou como estagiário em uma área completamente diferente da qual acabou desenvolvendo as suas habilidades.

Dessa forma, a grande vantagem do setor privado nesse sentido é que ele permite a mobilidade do funcionário dentro da empresa e até mesmo para outras áreas. Dessa forma, você pode entrar em um determinado cargo, mas depois de um tempo de trabalho acabar se identificando com outro. E caso isso aconteça, ao contrário do que acontece no setor público, você tem a possibilidade de migrar de área e de cargo, basta conversar com o seu superior e ver se no momento a possibilidade é realmente viável.

Por isso mesmo, para quem ainda está em dúvida do que realmente fazer, entrar na iniciativa privada, pelo menos em um primeiro momento da carreira, pode ser uma boa pedida para conseguir ter a possibilidade de mobilidade de forma mais simples e menos burocrática, de forma a conseguir realmente encontrar o setor de atuação no qual você deseja estabelecer uma carreira.

Outra vantagem bastante comentada do setor público é em relação à carga horária. Como comentamos mais acima, por lei a carga horária por semana para o servidor público é de 35 horas, o que representa uma carga horária semanal com 5 horas a menos por semana do que a praticada no setor privado. Porém, não é exatamente essa a vantagem da carga horária do setor público.

Até mesmo porque grande parte dos trabalhadores do setor público trabalham 40 horas por semana bem como os funcionários do setor privado, por conta de contratos pessoais que são estabelecidos entre trabalhador e empresa no momento de contratação.

A grande diferença entre o setor público e o setor privado neste detalhe em especial é em relação ao respeito da empresa a essa carga horária, seja ela de 35 horas ou de 30 horas por semana. Isso porque, dentro da iniciativa pública, esse horário é sempre respeitado, de forma que horas extras sejam algo praticamente inexistente dentro do setor público.

Algo que é praticamente o oposto do que acontece dentro do setor privado na maioria das empresas. Afinal de contas, só quem já trabalhou em uma grande empresa sabe que horas extras são praticamente parte da carga horária semanal. Em muitos casos, o profissional que não realiza horas extras e respeita a sua carga horária muitas vezes é mal visto dentro de empresas da iniciativa privada e tido como alguém que não quer trabalhar, uma visão que é completamente errônea, mas que é comum dentro de grandes corporações.

Tudo isso acaba fazendo com que o profissional do setor público tenha uma maior qualidade de vida do que aquele profissional que trabalha com carteira assinada no setor privado. Afinal de contas, só quem já fez hora extra sabe o quanto este tipo de trabalho é desgastante e estressante para o profissional.

Mais ainda, o exagero de horas extras acaba fazendo com que o profissional não tenha tempo de se dedicar a atividades que realmente gosta de fazer e que são importantes para ter uma boa vida, com uma qualidade maior e também de forma mais tranquila. Afinal de contas, mesmo que a carga de trabalho seja grande, a certeza de sair sempre no mesmo horário que se tem no funcionalismo público acaba fazendo com que o nível de estresse no setor seja consideravelmente menor do que aquele que é encontrado na iniciativa privada.

E essa questão do respeito à carga horária é também um dos grandes motivos que acabam fazendo com que as pessoas acabem procurando por alternativas de trabalho do setor público. Prova disso é o fato da existência de diversos casos de profissionais com carreiras já estabelecidas dentro do setor privado mudarem para o setor público por simplesmente estarem cansados da dinâmica da iniciativa privada.

Afinal de contas, quem já trabalhou na iniciativa privada sabe que o processo não é nada simples e rende um estresse considerável a mais no fim de cada mês. Por isso mesmo a possibilidade de ter uma qualidade de vida maior e uma jornada de trabalho que é realmente respeitada, de sete ou oito horas por dia, ao invés de 10 ou 12 horas, acaba sendo extremamente atraente e sendo um grande ponto positivo do setor público em relação ao setor privado.

A questão dos benefícios que são oferecidos em ambos os setores também é um fator a ser levado em consideração na hora de escolher a atuação no público ou no privado e que também pode ser visto como uma vantagem ou como uma desvantagem.

Dentro de empresas da iniciativa privada, cada empresa tem a liberdade de oferecer a seus funcionários os benefícios que achar condizente, de forma até a conseguir atrair melhores funcionários, já que benefícios são algo que sempre são muito atraentes para qualquer profissional.

O mesmo acontece dentro da iniciativa pública, já que cada empresa vai acabar oferecendo benefícios diferentes para seus funcionários, benefícios estes que muitas vezes vão estar explícitos no próprio edital do concurso para a vaga que você desejar ocupar. No geral, cargos disputados no serviço público costumam oferecer benefícios especialmente atraentes e que complementam de forma generosa o salário que se é recebido.

Dessa forma, no quesito benefícios o setor público e o setor privado são de certa forma equivalentes, o que vai definir qual dos dois vai ser mais vantajoso vai ser a empresa na qual você tem o direito de trabalhar. Afinal de contas, é a empresa que vai definir os benefícios que são oferecidos para cada cargo, de forma que vale a pena analisar os seus objetos de interesse antes de optar por algo.

Como escolher pelo setor público ou pelo setor privado

No geral, uma das maiores dúvidas presentes em torno da temática de empregos na iniciativa pública ou privada é em relação à escolha entre uma das duas. Afinal de contas, é uma escolha que, apesar de não ser algo definitivo, é algo que vai sim influenciar a sua carreira e que vai fazer diferença no seu futuro.

Por isso mesmo é uma decisão que não deve ser tomada às pressas e que deve ter todas suas variáveis consideradas, bem como todos os pontos positivos e negativos do emprego em cada setor colocados na balança, de forma que a escolha feita tenha os pontos positivos pesando mais do que os pontos negativos.

A verdade é que não há uma fórmula mágica que vai ajudar você a escolher entre os dois setores e que vai dizer de maneira objetiva que um é melhor do que o outro, até porque isso é algo que vai depender do seu ponto de vista e também dos objetivos que você tem enquanto profissional.

Porém, há alguns fatores a serem levados em consideração que podem ajudar em todo esse processo de escolha e que vão ajudar com que você consiga decidir entre iniciar – ou continuar – em uma carreira dentro da iniciativa privada e prestar um concurso para conseguir criar uma carreira dentro do setor público de nossas indústrias.

A primeira coisa que precisa ser levada em consideração é no que você deseja trabalhar e em qual área de atuação você tem interesse. Dessa forma, você vai conseguir pesquisar possibilidades tanto dentro do setor público quanto dentro do setor privado. É preciso levar em consideração que o setor público tem opções mais limitadas de atuação do que o setor privado e que pode ser que a área com a qual você deseje trabalhar não conte com opções no setor público da economia.

Se você deseja trabalhar com marketing de moda, por exemplo, o setor privado é uma pedida mais atraente, já que a opção de trabalho não está disponível no setor público. Já se o seu desejo é atuar na indústria petroquímica, a iniciativa pública pode ser uma ótima pedida por conta da Petrobras, por exemplo. A sua área de atuação é algo bastante importante de ser levado em consideração na hora de optar por qualquer uma das iniciativas, seja ela a pública ou a privada.

Caso você tenha dúvidas e o que você quer fazer tem opções em ambos os setores, uma boa ideia pode ser unir o útil ao agradável. Ou seja, uma boa opção pode ser trabalhar dentro do setor público, porém na sua área de formação – algo que muitos não conseguem ao entrar no setor público. Algumas profissões contempladas pelo setor público na própria área de formação são engenharia, psicologia, biologia, contabilidade e muitas outras.

Dessa forma, você vai conseguir trabalhar na sua área de formação e na área que deseja trabalhar e ainda contar com o benefício da estabilidade oferecido pelo setor público, algo que é bastante importante principalmente em tempos onde os empregos no setor privado estão bastante instáveis, como o que estamos vivendo no momento.

Tendo analisado estes dois pontos, chega a hora de você colocar na balança os pontos positivos e negativos de cada setor de trabalho, que já foram mencionados mais acima, de forma a ver quais vão pesar mais para você. Este é um momento que realmente vai variar de pessoa para pessoa, já que o que é importante para um pode não ser importante para outro.

Esse passo é bastante importante de ser realizado, já que dessa forma, independente da escolha que você faça, seja ela por carteira assinada, seja ela por concurso público, você não vai começar a sua carreira com uma visão idealizada, já tendo em mente tanto as vantagens quanto as desvantagens da escolha que você fez para a sua vida profissional.

Tendo em vista todas essas considerações, você vai conseguir colocar no papel o que vale mais a pena para você e também o que mais tem a ver com os seus objetivos de carreira. Se você quer estabilidade, a iniciativa pública é a pedida certa par você, por exemplo.

Já se você deseja um processo de admissão mais simples e mais rápido, a iniciativa privada talvez seja uma melhor pedida para a sua vida profissional, bem como se o que você deseja é a possibilidade de mobilidade profissional. Da mesma forma, se você deseja uma carreira sólida e garantida em uma presa, a iniciativa pública é a alternativa mais indicada.

São estes pequenos fatores que devem influenciar a sua decisão final, que deve ser feita depois de muito analisar as opções disponíveis nos dois mercados. Afinal de contas, a decisão é algo importante a ser tomado, já que diz respeito a sua vida profissional e aquilo que você vai fazer pelo resto da sua vida.

Dessa forma, analise todos os pontos que são importantes de cada iniciativa e decida por conta própria qual opção é mais adequada para você, se é a carteira assinada ou se é o concurso público. Afinal de contas, a sua resposta pode não ser a mesma de outra pessoa, já que cada um tem objetivos diferentes e desejos diferentes no que diz respeito a vida profissional.

Tudo porque o que é importante para uns pode não ser assim tão importante para outros e é exatamente isso que vai fazer a diferença na hora de optar por um emprego com carteira assinada ou por começar uma empreitada no setor público por meio de uma prova de concurso.

Em linhas gerais, não existe uma opção melhor do que a outra, mas sim uma opção que mais vai ter a ver com você, com seus gostos pessoais, com sua área de formação, seus objetivos profissionais e aquilo que você deseja conquistar durante sua carreira.

É importante lembrar que ambas as opções exigem dedicação e empenho para que se consiga exercer a função desejada. E, se a sua opção for pelo setor público, lembre-se de sempre estudar para os concursos!

 

Sobre Concurseiro Paulista

Sou ex-Oficial Aviador da Marinha e bacharel em Ciências Militares pela Escola Naval.Sou um dos responsáveis pelo site Concurseiro Paulista que já tem 16 anos de história. Venho nesse Blog passar toda a minha experiência, pois já consegui ser aprovado em 33 Concursos Públicos, entre eles Delegado Civil e Federal e tantos outros. A nossa missão e compromisso é ajudar você ser aprovado também.